Cultura
"Escapadas" com Joachim Kühn
O pianista alemão abre o Jazz em Agosto com um concerto a solo baseado no disco "Échappée", que editou no ano passado.
A abertura da 42ª edição do aclamado festival lisboeta de jazz exploratório, na Fundação Calouste Gulbenkian, ficará por conta de Joachim Kühn, pianista germânico com formação de conservatório que, desde os anos 60, construiu uma carreira ancorada tanto no jazz como na música clássica. Este recital, hoje, 31, às 21h30, no Grande Auditório, será uma ocasião rara para testemunhar, ao vivo, as extraordinárias aptidões de Kühn, agora com 82 anos, quando sentado diante de um Steinway Grand.
O festival, que decorrerá até 9 de agosto nos três palcos habituais da fundação, tem quatorze concertos em cartaz. Destacando-se, além de Joachim Kühn, outros pianistas de renome do jazz atual, como o inglês Pat Thomas, que se apresentará a solo no Auditório 2, ou a suíça Sylvie Courvoisier, no Anfiteatro ao Ar Livre, integrada no quarteto Canyon, formado por Jerome Deupree, baterista original de um trio marcante do rock independente dos anos 90, os Morphine.
A programação do Jazz em Agosto, de resto, destaca este ano alguns músicos no duplo papel de bateristas e compositores. Além de Deupree, são os casos também de Ches Smith, que traz a Lisboa o projeto Clone Row, apontado internacionalmente como dos melhores do jazz moderno, em 2025, e de Tomas Fujiwara, que se vai apresentar na Gulbenkian com o quarteto de percussões e flautas japonesas Dream Up. Ou ainda Chad Taylor, que nos visita juntamente com o trompetista Rob Mazurek, as duas metades do Chicago Underground Duo, "ressuscitado" ao fim de mais de uma década.
Nestas mais de quatro décadas de festival, a curadoria de Rui Neves vem conferindo ao Jazz em Agosto uma natureza aventureira e marcadamente experimental, vem "agitando as águas", como ele diz. Este ano não é exceção, naturalmente, e as águas são particularmente turbulentas no projeto The Sleep of Reason Produces Monsters ou no rock/metal/jazz dos Shardik, quarteto com dois álbuns editados na Tzadik, de John Zorn. Em contraste com outras formações mais ortodoxas, mas não menos criativas e desafiantes, como os quintetos SML - que encerram o festival, no dia 9, no Anfiteatro ao Ar Livre -, e Shimmer Wince, da canadiana Anna Webber, saxofonista e compositora em grande ascensão na cena nova-iorquina. A poesia de forte pendor social do norte-americano Fred Moten, acompanhada pelo contrabaixo de Brandon Lopez, é outra das propostas "fora da caixa" do Jazz em Agosto 2026.
Quanto a presenças portuguesas na edição deste ano: haverá o projeto Wrecks, de Rodrigo Amado, em saxofone tenor, e David Maranha, em órgão elétrico; o guitarrista Luís Lopes aparecerá integrado no quarteto bizarro/surreal Bonbon Flamme, de origem francesa; e na noite de segunda-feira, 3, o Anfiteatro ao Ar Livre ficará por conta do LUME, Lisbon Underground Music Ensemble, a big band de Marco Barroso que celebra este ano o vigésimo aniversário e que vai apresentar material novo na Gulbenkian. Material surpreendente, adivinha-se, como sempre.
A programação do Jazz em Agosto, de resto, destaca este ano alguns músicos no duplo papel de bateristas e compositores. Além de Deupree, são os casos também de Ches Smith, que traz a Lisboa o projeto Clone Row, apontado internacionalmente como dos melhores do jazz moderno, em 2025, e de Tomas Fujiwara, que se vai apresentar na Gulbenkian com o quarteto de percussões e flautas japonesas Dream Up. Ou ainda Chad Taylor, que nos visita juntamente com o trompetista Rob Mazurek, as duas metades do Chicago Underground Duo, "ressuscitado" ao fim de mais de uma década.
Nestas mais de quatro décadas de festival, a curadoria de Rui Neves vem conferindo ao Jazz em Agosto uma natureza aventureira e marcadamente experimental, vem "agitando as águas", como ele diz. Este ano não é exceção, naturalmente, e as águas são particularmente turbulentas no projeto The Sleep of Reason Produces Monsters ou no rock/metal/jazz dos Shardik, quarteto com dois álbuns editados na Tzadik, de John Zorn. Em contraste com outras formações mais ortodoxas, mas não menos criativas e desafiantes, como os quintetos SML - que encerram o festival, no dia 9, no Anfiteatro ao Ar Livre -, e Shimmer Wince, da canadiana Anna Webber, saxofonista e compositora em grande ascensão na cena nova-iorquina. A poesia de forte pendor social do norte-americano Fred Moten, acompanhada pelo contrabaixo de Brandon Lopez, é outra das propostas "fora da caixa" do Jazz em Agosto 2026.
Quanto a presenças portuguesas na edição deste ano: haverá o projeto Wrecks, de Rodrigo Amado, em saxofone tenor, e David Maranha, em órgão elétrico; o guitarrista Luís Lopes aparecerá integrado no quarteto bizarro/surreal Bonbon Flamme, de origem francesa; e na noite de segunda-feira, 3, o Anfiteatro ao Ar Livre ficará por conta do LUME, Lisbon Underground Music Ensemble, a big band de Marco Barroso que celebra este ano o vigésimo aniversário e que vai apresentar material novo na Gulbenkian. Material surpreendente, adivinha-se, como sempre.